A Parashá da Minha Vida 🌻 Beshala’h

 

 

https://mailchi.mp/1688981096e6/beshalah?e=90a515baf2

 

Para facilitar para vocês a leitura das palavras hebraicas estamos desenvolvendo um novo método de transliteração para a língua portuguesa.

 

Estamos usando a letra ‘H com um apóstrofo no lugar do RR em português e a letra A no lugar da letra H em português.

 

פָּרָשַׁת בְּשַׁלַּח

 

 

BESHALA’H

 

Nossa Parashá nos conta sobre o cântico de agradecimento que Moshe e o povo de Israel cantaram para AShem (D’us).

 

No lugar de nos contar que Moshe e o povo de Israel cantaram um cântico para AShem (D’us), a linguagem do versículo é de que Moshe “vai cantar” um cântico.

 

O Zohar nos conta que esse versículo está nos revelando que Moshe ressuscitará e cantará novamente este cântico em nossa redenção final.

 

A Ressurreição dos mortos

 

A indicação da ressurreição dos mortos na Torá é discutida longamente pelos nossos Sábios na Guemará.

 

Vários versículos são citados como fonte para isso, como por exemplo o versículo [במדבר יח כח]: “E você dará a Trumá, a doação de AShem (D’us), para Aharon o Cohen (o sacerdote)”. Aqui vemos uma alusão à esse assunto.

 

A categoria de Mandamentos Divinos ligados à Terra de Israel começou somente depois que a terra foi conquistada e dividida. Nessa época, Aharon já havia falecido e não estava entre os que entraram nela.

 

Aprendemos desse versículo que ele ressuscitará e entrará na Terra Santa, e lá daremos à ele as doações que AShem pediu para darmos aos Cohanim (aos sacerdotes).

 

No versículo (שמות פרק ו) “e também estabeleci a minha aliança com eles para dar à eles a terra de Canaã, a terra onde eles moraram e que nela eles habitavam”. Esse versículo está falando sobre nossos patriarcas.

 

A Terra de Israel foi dada à seus filhos e não teria como ser dada à eles, sendo que eles já tinham falecido.

 

Aprendemos daqui que eles vão ressuscitar e receber a terra que AShem prometeu.

 

No versículo [.וילך לא, טז.] AShem (D’us) diz à Moshe: “Você vai se deitar com os seus pais e se levantará…”. Aqui também a Torá nos dá uma indicação sobre a ressurreição dos mortos.

 

“No versículos [עקב יא, כא.]: “Para que os seus dias e os dias dos seus filhos sejam numerosos sobre a terra que D’us jurou para os seus ancestrais que dará para eles…”. AShem jurou que dará essa terra aos nossos patriarcas Avraham, Itzhak e Yaacov, e ela ainda não foi dada à eles, sendo que quando recebemos a Terra de Israel eles não estavam mais vivos.

 

. [דברים ד, ד] “No versículo “E vocês que estão apegados à AShem seu D’us, todos vocês estão vivos hoje”. Ou seja, vão ressuscitar todos

 

Na profecia de Yeshayahu (Isaías) 26/19 [ישעיה כו, יט.]: “Os mortos viverão…”

 

A Gemara também explica que a profecia dos “ossos secos” [יחזקאל לז] profetizada pelo profeta Ye’hezkel (Ezequiel), é uma profecia explícita sobre o ressurreição dos mortos.

 

O profeta Daniel também foi informado por D’us sobre a ressurreição dos mortos, como diz o versículo (Daniel 12, 2-13) “E muitos do pó da terra se levantarão…”

 

O Rambam no seu livro “Ressurreição dos Mortos” e o Rav Saadia Gaon viram esses versículos como fonte clara da ressurreição dos mortos.

 

No versículos do Tehilim [ עב, טז ] “E brotarão da cidade (de Jerusalém) como a grama-da-terra”. Por meio desse versículo, o Rei David nos indica a ressurreição.

 

A crença na ressurreição dos mortos é um dos 13 princípios da fé judaica.

 

O Rebe nos conta que a ressurreição dos mortos vai acontecer após a construção do Terceiro Templo, e após todos os judeus do mundo retornarem à Terra Santa, não conforme as fronteiras de hoje, mas segundo as fronteiras dela determinadas pela Torá.

 

Esse retorno inclui o retorno das dez tribos perdidas e também de todos os judeus que estão misturados com os povos do mundo como consequência das cruzadas, da inquisição e da assimilação.

 

Conforme o Rambam, a ressurreição dos mortos ocorrerá na segunda fase de Gueulá, no segundo período da nossa redenção final.

 

Também o Zohar explica que a volta de todos os judeus espalhados pelo mundo vai anteceder a ressurreição dos mortos em quarenta anos.

 

Nosso Rebe afirma que isso pode acontecer imediatamente no início da redenção.

 

Em relação às palavras do Zohar, diz o Rebe que dependendo dos nossos méritos os quarenta anos também podem se tornar quarenta minutos.

 

Como isso pode acontecer?

 

Nós não temos como saber, mas o profeta Eliahu que estará nessa ocasião vai explicar como foi possível receber esse desconto tão grande (depois de ele acontecer).

 

Esse tempo de ressurreição de quarenta anos após a construção do Beit a Mikdash, o Templo Sagrado de Jerusalém, e a volta de todos os judeus perdidos, é para todo o povo de Israel.

 

Mas nossos Sábios na Guemará nos contam que os Tzadikim, que são as pessoas altamente elevadas espiritualmente, irão ressuscitar imediatamente no início da era do Mashia’h.

 

O Rebe acrescenta que isso inclui todo o povo de Israel, sendo que todo o nosso povo é chamado pelo profeta Yeshaiahu [ישעיה כא] de Tzadikim.

 

QUEM VAI RESSUSCITAR PRIMEIRO?

 

Rabi Shimon bar Yohai nos conta que as pessoas enterradas na Terra Santa vão ressuscitar primeiro.

 

Depois deles vão ressuscitar todos aqueles do nosso povo que estão enterrados fora da nossa terra, e por final os nossos patriarcas ressuscitarão.

 

O motivo de nossos patriarcas e nossas matriarcas ressuscitarem por último, é para que eles tenham a alegria de ver nessa hora toda a terra cheia de Tzadikim e Hassidim.

 

O Zohar nos conta que os Tzadikim ressuscitarão primeiro e depois todas as outras pessoas.

 

Aqueles que se destacaram no estudo da Torá ressuscitarão antes daqueles que se destacaram no cumprimento das Mitzvot, mas aqueles que eram humildes ressuscitarão antes de todos.

 

Nosso próprio corpo será ressuscitado e não será criado um novo corpo, sendo que cada um de nós tem um osso microscópico indestrutível chamado de “etzem luz” que a partir dele nosso corpo ressuscita.

 

Os mortos ressuscitarão exatamente como foram sepultados, e com as mesmas roupas que foram sepultados, mesmo que já tenham há tempo desaparecido.

 

Aqueles que faleceram com alguma deformidade ressuscitarão daquela forma, mas imediatamente serão totalmente curados e rejuvenescidos.

 

Almas que se reencarnaram neste mundo várias vezes ressuscitarão com cada um dos corpos em que essa Alma se reencarnou. Cada corpo recebe uma “parte” da Alma, que foi retificada por ele.

 

O QUE ACONTECERÁ NO MOMENTO DA RESSURREIÇÃO COM AS PESSOAS QUE AINDA ESTARÃO VIVAS NAQUELA HORA?

 

Segundo a opinião do Zohar AShem fará com que cada uma dessas pessoas morra por um curto período, e então elas serão ressuscitadas.

 

Baseado no versículo [בראשית ג, יט] que diz: “ao pó você retornará” a Gemara nos ensina que os Tzadikim retornarão ao pó “uma hora antes da ressurreição dos mortos”.

 

Mas o Rebe afirma que podemos cumprir essa obrigação de “ao pó você retornará” de maneira espiritual.

 

Por meio da qualidade da humildade atingimos o nível de “e minha alma é como pó para todos”.

 

Na prática, as almas permanecerão nos corpos e entrarão na vida eterna sem precisar morrer e ressuscitar materialmente.

 

O “DIA DO JUÍZO FINAL” APÓS A RESSURREIÇÃO

 

O Ari Zal nos conta que o Dia do Grande Julgamento é apenas para as nações do mundo.

 

Diz o Ari Zal que após termos passados em vida pelo dia de Yom Kipur todo ano, e também pelo fato de termos passados por sofrimentos neste mundo e reencarnações para retificar a nossa Alma, estamos totalmente retificados e portanto isentos do “dia do juízo final”.

 

E o que acontecerá para aqueles judeus que estarão vivendo próximo à ressurreição dos mortos e não terão tempo de sofrer ou para retificar suas transgressões por meio de reencarnações?

 

Diz o Ari Zal que durante aquele longo tempo do grande julgamento em que os povos do mundo serão julgados, aqueles judeus talvez recebam um castigo tão grande em um espaço de tempo tão curto que a qualidade do castigo substituirá a quantidade de tempo, e isso para que eles possam viver uma vida eterna com todos os seus infinitos prazeres.

 

A PRINCIPAL RECOMPENSA E O PROPÓSITO DA CRIAÇÃO

 

A ressurreição é o momento em que o mundo alcançará seu pleno propósito.

 

Nesse período, o propósito da criação será concluído, como diz o Midrash: “Fazer uma morada para AShem (D’us) aqui nesse mundo baixo”.

 

Uma hora no Gan Éden a Ta’hton, no baixo Paraíso que é o mundo de Yetzirá, equivale a setenta anos dos maiores prazeres possíveis e imagináveis aqui neste mundo.

 

Uma hora no Gan Éden a Elion, no alto Paraíso que é o mundo da Briá, equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden a Ta’hton.

 

Acima disso se encontra o mundo de Atzilut, e o nível mais alto dele que é o Keter de Atzilut está acima da raiz da nossa Alma.

 

Por meio do trabalho Divino que fizemos nesse mundo, trouxemos as “luzes envolventes” do Keter para cá, e no futuro tudo isso vai se revelar, fazendo com que esse nosso mundo material se torne mais alto Paraíso do que o próprio alto Paraíso.

 

Por causa disso, todos os Tzadikim do Gan Éden a Elion, do alto Paraíso, vão querer ressuscitar aqui nesse mundo.

 

O mundo atual é o trabalho e o mundo da ressurreição é o pagamento por esse trabalho.

 

Vamos rezar forte e fazer tudo o que pudermos para que tudo isso aconteça o mais rápido possível, em breve, em nossos dias!

 

 

Shabat Shalom

 

Rabino Gloiber

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D’us tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá, a música que o nosso povo fez para AShem (D’us) quando viram que estavam salvos totalmente dos egípcios.

 

O Maguid de Mezritch nos contou que AShem (D’us) tem um prazer enorme em ouvir as nossas rezas.

 

O Maguid deu um exemplo de um grande Rei que tinha um passarinho que falava e o rei ficava muito alegre em ouvir o passarinho falar.

 

Mesmo que o rei tinha ministros e côrte que falavam com muito mais erudição do que o passarinho, ele ficava muito mais feliz em ouvir o passarinho falar , porque um ser humano falando é uma coisa normal mas um passarinho falando é uma coisa fantástica!

 

Dessa mesma maneira, diz o Maguid, lá encima existem infinitos anjos que cantam muito bonito , mas nós somos o passarinho que fala!

 

Uma Alma Divina dentro de uma alma animal dentro de um corpo material , isso “faz a diferença” lá encima.

 

Então quando rezamos temos que nos lembrar que AShem está prestando muita atenção em cada palavra que falamos, mesmo se falamos um pouco errado, e tem um prazer enorme em nos ouvir.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Nossa Parashá nos conta sobre o Man.

 

O povo de Israel saiu do Egito com a comida que eles conseguiram carregar , mas na hora que a comida acabou , nessa hora ela começou a cair do céu !

 

Quando chegaram no “fim do caminho” o mar se abriu e quando a comida acabou ela começou a cair do céu nos ensinando que no judaísmo não existe “beco sem saída” !

 

Uma mãe está sempre cuidando das suas crianças, quanto mais AShem está sempre cuidando de nós e não nos esquece por aí!

 

Rabino Gloiber

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O maior de todos os Milagres

 

 

O maior dos milagres da saída do Egito  foi a abertura do mar vermelho.

 

A maior das atrocidades dos egípcios antigos contra nós foi jogar os meninos judeus no rio Nilo.

 

Na abertura do mar vermelho chegou a hora de eles receberem o castigo sobre o que eles tinham feito para nós “midá knegued midá”, medida por medida.

 

Ou seja, o que eles fizeram para nós, D’us fez para eles.

 

Nessa hora acontecem os maiores milagres.

 

Eles se esforçaram e correram para dentro do mar que se fechou sobre eles, mostrando que quando chega a hora de alguém receber um castigo lá de cima AShem não precisa trazer esse castigo até ele, mas ele próprio corre atrás da própria destruição e investe tudo o que pode para que isso aconteça!

 

Por natureza, a água em um lugar tão quente como o Egito escorre para baixo e nunca congela se tornando um túnel, mas na abertura do mar vermelho a água primeiro se transformou em muralhas de uma maneira sobrenatural e depois voltou a ser água sobre os egípcios, independente das condições climáticas, somente milagres!

 

Moshe e o povo de Israel vendo esse milagre tão grande fizeram uma Shirá, uma Tefilá de agradecimento em forma de música, e cantaram ela com muita alegria.

 

Nessa hora o povo inteiro se uniu ,mais um benefício da alegria , “quebra barreiras”

 

Essa Shirá se tornou parte da nossa reza de todos os dias.

 

No sidur do Shlá a Kadosh, Rabi Yeshaiau a Levi, um grande cabalista que nasceu em Praga em 1558, está escrito que temos que ler a Shirá na Tefilá com voz alta e com muita alegria porque assim o nosso povo falou a Shirá nas margens do mar vermelho.

 

E  o principal:

 

temos que imaginar nesse momento como se nós próprios estivéssemos saindo do Egito nesse instante.

 

🌻🌻🌻🌻

 

Está escrito no Zohar que o nosso mundo, o mais baixo, recebe tudo lá de cima, e se aqui em baixo estamos reluzindo de alegria nos sincronizamos com a alegria lá de cima.

 

E por causa disso AShem nos dá aqui em baixo todos os motivos para ficarmos reluzentes de alegria de verdade com muita fartura e prosperidade.

 

Ou seja, quando estamos alegres aqui em baixo trazemos para este mundo a alegria lá de cima e tudo fica bom de verdade.

 

Nossa Parashá nos conta sobre a Shirá que foi a música de agradecimento que nossos antepassados fizeram para AShem por nos ter tirado do Egito e de todos os nossos sofrimentos,

 

Pegamos na Shirá o embalo para essa “muita alegria”, continuamos rezando com “muita alegria” e levamos essa “muita alegria” para todo o nosso dia “contagiando com ela todos à nossa volta, “fazendo a diferença”

 

Rabino Gloiber

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Venha ao faraó

 

Na nossa Parashá AShem diz à Moshe “Venha ao faraó…” Na Parashá anterior AShem diz à Moshe “Vá ao faraó… ” Porque a Torá usa duas linguagens diferentes aparentemente se referindo ao mesmo assunto?

 

 A explicação do Baal a Turim 

 

Rabeinu Yaacov ben Asher foi um grande Tzadik que nasceu no ano de 1269 na cidade de Colônia, que hoje pertence à Alemanha.

 

Rabeinu Yaacov é conhecido como “Baal a Turim” por causa da sua obra principal chamada de “Arbaá Turim”, dividido em quatro categorias, uma obra prima da literatura judaica que serviu como inspiração para Rabi Yossef Karo na configuração do código da legislação judaica, o Shul’han Aru’h שולחן ערוך.

 

Mesmo sendo mundialmente conhecido como um grande legislador da lei judaica, Rabi Yaacov ben Asher não aceitou trabalhar como rabino e optou por viver uma vida simples.

 

Naquela época os livros ainda eram escritos à mão e seu sogro que patrocinava os seus livros pediu para que ele escrevesse um livro que não fosse sobre legislação judaica, e assim ele escreveu uma explicação sobre a Torá que se tornou mundialmente conhecida como “Baal a Turim al a Torá”.

 

Hoje a explicação do Baal a Turim acompanha cada livro de Torá junto com a tradução da Torá para o aramaico escrita por Unkelus e a explicação de Rashi

 

O Baal a Turim explica na nossa Parashá que quando AShem dizia para Moshe ir à casa do faraó falar com ele é usada a expressão “Bô el Paró” (Venha ao faraó), e quando AShem dizia para Moshe ir ao faraó quando ele estava na água do rio Nilo é usada a expressão “Vá ao faraó” (até aqui a explicação do Baal a Turim)

 

Diz o Midrash que o faraó se fazia de divindade. Ele ia todas as manhãs para o rio Nilo fazer suas “necessidades” e dizia para todos que ele é um deus, e a prova disso era de que ele não precisava fazer essas “necessidades” como todos os seres humanos.

 

Com certeza quando Moshe se posicionava na frente dele nessa hora ele se sentia “desmascarado” e ficava intimidado, e por isso não havia a necessidade de uma proteção Divina adicional.

 

Mas quando ele ia ao palácio do faraó sobre o qual está escrito “Venha ao faraó porque eu endureci o seu coração e o coração de todos os seus servos… ” aí Moshe precisava de uma proteção adicional e por isso está escrito “Venha ao faraó”. Ou seja,AShem já está esperando Moshe lá para protegê-lo antes mesmo de ele vir.

 

Um exemplo disso vimos com o profeta Elishá. Certa vez o profeta Elishá visitou a cidade de Yerihó (Jericó).

 

Os habitantes da cidade contaram à ele que a cidade é” tudo de bom”, fora um pequeno grande detalhe: a água da cidade era insalubre e uma “máfia” dominava o comércio da água na cidade colocando em real risco de vida todo aquele que tentar concorrer com esse monopólio.

 

O profeta deu uma bênção para que as fontes da cidade se purificassem e toda a água da cidade virou água mineral.

 

Os jovens bandidos que lucravam com o desespero dos habitantes da cidade resolveram assassinar o profeta e o esperaram fora da cidade imaginando que esse “Homem de D’us” só pode fazer o bem e é um velho indefeso nas nas mãos deles.

 

Quando o profeta saiu da cidade eles os cercaram e disseram “Suba careca”, ou seja, vamos te fazer subir para o céu em uma carruagem de fogo como subiu seu mestre. Ou seja, chegou a sua hora.

 

O profeta virou para trás, olhou com o seu “Rua’h a Kodesh“, viu que deles não sairia coisa boa e os amaldiçoou com o nome de D’us.

 

Nessa hora aconteceu um grande milagre, e naquela cidade que é um oásis no deserto surgiu uma floresta. Da floresta saíram dois ursos que mataram os 42 jovens assassinos, e depois disso a floresta e os ursos desapareceram

 

Se AShem queria fazer um milagre para salvar o profeta dos assassinos, porque tinha que fazer surgir a floresta junto com os ursos? Aparentemente seria o suficiente surgirem os ursos.

 

Mas não, se o urso não está na própria floresta ele fica intimidado, para os ursos ficarem tão confiantes e atacarem 42 assassinos eles precisariam estar na floresta deles.

 

E assim também o faraó. No rio Nilo ele era um farsante pego no flagrante, mas no seu próprio palácio, cercado dos seus servos durões igual à ele, ele se torna um perigo muito maior. E por isso AShem diz para Moshe “Venha ao faraó”, venha para cá onde eu estou antes mesmo de você chegar para te proteger.

 

 

Rabino Gloiber

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Aprendendo com as pragas do Egito

Nossa Parashá nos conta sobre as últimas três pragas que AShem trouxe ao Egito.

 

Rav Ovadia Sforno foi um grande Rabino que viveu na Itália há 500 anos atrás. Ele dividiu as nove primeiras pragas em três grupos, um mais grave que o outro

 

Na primeira praga, quando o rio Nilo se transformou em sangue, os magos do Egito também conseguiram transformar água em sangue, o faraó voltou ao seu palácio sem pedir para Moshe rezar para AShem para tirar a praga, e a praga terminou por si só depois de uma semana causando um prejuízo financeiro enorme.

 

Na segunda praga, quando os sapos infestaram o Egito, o faraó mandou chamar Moshe e Aharon e disse para eles rezarem para AShem tirar essa praga

 

Moshe perguntou para o faraó “quando rezar para AShem tirar essa praga”,

 

Moshe disse isso para o faraó se conscientizar de que essas pragas não são acontecimentos naturais mas são fenômenos sobrenaturais . O faraó respondeu “amanhã”.

 

Qualquer pessoa normal em vista à uma dificuldade tão grande pediria para que a praga terminasse imediatamente. Por que então o faraó pediu para Moshe rezar para a praga terminar somente no dia seguinte?

 

Se o sofrimento estava tão grande a ponto de ele pedir pela primeira vez para Moshe rezar para AShem tirar a praga, porque de repente ele estaria disposto à sofrer mais um dia?

 

A esperteza do faraó

 

Que o faraó era uma pessoa ruim, em relação à isso não temos nenhuma dúvida, mas masoquista com certeza ele não era. Será que desse comportamento estranho poderíamos começar a questionar o nível de inteligência do faraó?

 

Muito pelo contrário!

 

Ele viu que a praga anterior tinha passado por si só depois de uma semana e deduziu que nesse caso poderia ser igual.

 

Sabia que Moshe, que foi criado pela sua própria filha Batya dentro do seu próprio palácio, é alguém que estudou muito, com certeza a filha do faraó trouxe para Moshe os melhores professores particulares

 

Sendo assim, talvez Moshe tenha se tornado um especialista em previsão de fenômenos naturais, e o fato de ele ter deixado em aberto o prazo para tirar a praga sabendo que o faraó está no desespero e vai pedir para tirar imediatamente, o motivo disso com certeza é que ele sabe que essa praga vai terminar agora por si só como a praga do sangue terminou por si só. Por isso ele pediu para Moshe rezar no dia seguinte

 

No outro dia Moshe rezou forte e só assim a praga terminou e não continuou por uma semana como a praga do sangue

 

Na praga dos piolhos ele não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga, e ela também acabou por si só depois de uma semana

 

Na praga dos animais selvagens o faraó pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga. Moshe suplicou para AShem, rezou muito. AShem fez de acordo com o pedido de Moshe e os animais selvagens foram embora

 

Na praga da epidemia animal o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga e ela terminou por si só depois de uma semana

 

Na praga da epidemia bulhosa o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem tirar a praga e ela terminou por si só depois de uma semana

 

Na praga do granizo o faraó mandou chamar Moshe e Aharon e pediu para rezar para AShem tirar a praga. Moshe saiu da cidade, rezou para Hashem e a praga terminou

 

E aqui começa a nossa Parashá, com a praga dos gafanhotos.

 

Na praga dos gafanhotos, o faraó pediu para chamar urgentemente Moshe e Aharon e pediu para eles rezarem para AShem tirar a praga. Moshe rezou para AShem e a praga terminou

 

Na nona praga, a praga da escuridão, o faraó não pediu para Moshe rezar para AShem e a praga continuou

 

A décima praga já foi o castigo por tudo o que eles fizeram e esse castigo continua na próxima Parashá com o fechamento do mar sobre os egípcios com todos os seus detalhes

 

Cada uma dessas pragas foi a oportunidade que eles tiveram de fazer teshuvá, voltar para o bom caminho, e o sofrimento da praga seria no lugar do castigo.

 

Vimos aqui que algumas pragas foram interrompidas no meio pela Tefilá de Moshe Rabeinu

 

Rav Ovadia Sforno nos ensinou que cada uma dessas pragas era um aviso cada vez mais sério de que o castigo estava para chegar.

 

Sempre que o faraó pediu para Moshe rezar para a praga parar, Moshe rezou e a praga terminou antes da hora, e se o faraó deixasse de ser durão os sofrimentos terminariam e o castigo não aconteceria

 

Aprendemos daqui uma dica importante

 

De vez em quando vivemos em condições que nos lembram o Egito. Passamos por situações que nos lembram as pragas que aconteceram lá, e de vez em quando as pragas da nossa vida vão ficando cada vez tão piores em intensidade que até ficamos com saudades das pragas anteriores. O que fazer?

 

A solução para isso: Rezar!

 

E depois que a nossa reza for atendida e nos acalmarmos, aprender com o faraó que não devemos voltar atrás da teshuvá que fizemos quando estávamos no meio da praga, mas ao contrário!

 

Se até no meio da praga conseguimos fazer teshuvá, quanto mais quando a praga terminar antes do tempo por causa das nossas rezas

 

Então, vamos aprender com a Parashá! Rezar para a praga passar e fazer teshuvá para não entrar em uma praga pior depois!

 

Rabino Gloiber

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Como atrair para você Milagres Sobrenaturais

A Parashá da Minha Vida

🌻 Bô 🌻

 

Milagres tão sobrenaturais como as pragas do Egito só aconteceram uma vez na história.

 

Se tivéssemos o mérito aconteceriam de novo na saída do exílio da Babilônia na época dos persas

 

Mas sendo que não tínhamos todo esse mérito , AShem somente inspirou o rei da Pérsia para nos deixar sair do exílio e construir o segundo Beit a Mikdash

 

Mas milagres sobrenaturais muito maiores do que esses que aconteceram na sua do Egito vão acontecer na Gueulá em breve nos nossos dias!

 

O Ramban, Rabi Moshe Ben Na’hman, foi um grande Tzadik que nasceu em 1194 em Girona na Catalunha .

 

Ele nos explicou que o motivo de AShem ter feito somente uma vez esses milagres tão grandes e sobrenaturais foi para mostrar à todos que AShem dirige e renova o mundo cuidando de cada um de nós de uma maneira especial, não nos abandonando ao acaso.

 

Por meio da lembrança desses grandes milagres nós abrimos os olhos para ver os milagres do dia a dia , e essa é a base de toda a Torá , de vermos que tudo o que acontece na nossa vida são Milagres , e tudo depende das nossas atitudes!

 

Quando cumprimos os mandamentos Divinos, os milagres acontecem!

 

Então, vamos acrescentar no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvot e os milagres vão acontecer!!!

 

Rabino Gloiber

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Mensagem da Parashá

Como o ódio se transforma em paixão?

Nossa Parashá nos conta sobre as últimas pragas do Egito.
A História do povo de Israel no Egito começa com Yossef que não só salva o Egito da maior crise internacional mas também o transforma na maior potência mundial .
Os egípcios antigos, não só que não nos agradeceram por termos feito do Egito o país mais rico do mundo, mas ao contrário, disseram que nós éramos como “espinhos nos olhos deles”.
E sendo que um país rico da época antiga precisava de muitos escravos, nós , que causamos toda essa riqueza , fomos os escolhidos” para sermos esses muitos escravos!
Como pode um acontecimento histórico ser tão absurdo e ilógico?
O Ari a Kadosh explica que sendo que as almas do povo de Israel no Egito eram a reencarnação da geração do dilúvio, da torre de Bavel e de Sodoma e Gomorra, tínhamos que passar por esses sofrimentos para retificar as nossas almas daquelas pendências anteriores.
E por isso não adiantou trazermos a prosperidade ao Egito, porque sem eles saberem essa pendência espiritual foi o que fez com que eles nos escravizarem contra a lógica.
Depois que nossas Almas por meio dos sofrimentos ficaram puras e refinadas de todas as pendências anteriores, não só que os egípcios nos deixaram sair, mas ainda nos ajudaram, nos deram jóias de ouro, prata e roupas caras .
E o mais absurdo foi o jeito com que isso aconteceu!
Todos no Egito sabiam que quando Moshe avisava que iria acontecer uma praga, a praga acontecia.
Moshe avisou que iria ter uma última praga onde morreriam os primogênitos. Todos sabiam que isso iria acontecer, que um filho em cada família morreria.
As mulheres egípcias costumavam “brincar” com os filhos das amigas, engravidavam deles e pensavam que era do marido.
Ou seja, muitos filhos em uma casa eram primogênitos sem que eles ou os próprios pais soubessem.
Na meia noite, quando aconteceu a praga dos primogênitos, muitas crianças morreram em cada casa , e todos sabiam que o motivo disso eramos nós.
Nessa exata hora fomos para as casas dos egípcios, batemos na porta e dissemos :- Estamos indo fazer uma festa no deserto e não é bonito irmos assim para a festa, com essas roupas pobres…e sem jóias….
Nessa hora que nós, os “culpados” por todas essas mortes, entramos nas casas dos egípcios comunicando que precisamos de roupas caras e jóias para fazermos uma festa, nessa hora os egípcios deveriam nos chamar de “espinhos nos olhos”, mas aí aconteceu exatamente o contrário!
Nessa hora eles ficaram cheios de amor e carinho por nós e nos deram jóias e roupas caríssimas, e só depois que fomos embora com beijos e abraços eles foram enterrar os filhos.
Daqui vemos que o relacionamento dos povos do mundo com o nosso povo não têm nenhuma conexão com o que fazemos para eles mas sim com o que fazemos para D’us.
Tem a ver somente com as pendências espirituais atuais ou anteriores das nossas Almas.
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Mensagem da Parashá

A Parashá da Minha Vida 🌻 Vaerá


 

 

 

VAERÁ

 

 

Moshe Rabeinu (Moisés, nosso mestre)

 

Moshe Rabeinu, o maior de todos os profetas, era filho do maior Tzadik da geração, a pessoa mais elevada espiritualmente da sua época. O pai de Moshe se chamava Amram e sua mãe Yoheved.

 

O Zohar nos conta que quando Moshe nasceu, sua casa se encheu de luz. Rabi Meir na Baraita nos conta que quando Moshe nasceu, sua mãe lhe deu o nome de “Tov” que quer dizer “bom”. Essa mesma linguagem aparece na Torá em relação à criação da luz”.

 

Os astrólogos e feiticeiros do faraó disseram que aquele que iria tirar nosso povo do Egito, receberia um castigo ligado à água.

 

Eles descobriram isso porque tinham um pequeno acesso a “fontes espirituais um pouco confiáveis”, ou seja, anjos do lado impuro e “demônios” ligados às idolatrias do Egito antigo.

 

Essas “fontes espirituais negativas” repassaram para os “assessores espirituais” do faraó inclusive o próprio dia do nascimento de Moshe. 

 

Sendo que essas fontes espirituais eram pouco confiáveis, os magos do Egito não conseguiram saber se Moshe seria um judeu ou um egípcio.

 

Eles queriam descobrir que Moshe iria receber um castigo ligado à água, mas não tinham como saber em qual etapa da vida de Moshe isso ocorreria.

 

Por isso, naquele dia que conforme o projeto deles Moshe Rabeinu teria nascido, o faraó decretou jogar todos os bebês recém nascidos no Rio Nilo, tanto judeus quanto não judeus.

 

Os magos do Egito também não pretendem descobrir que Moshe já tinha nascido três meses antes, sendo que ele nasceu de sete meses, três meses antes da data que eles previram.

 

Amram, o pai de Moshe, era um grande Tzadik (uma pessoa altamente elevada espiritualmente) e líder religioso do nosso povo. Ele e sua esposa Yoheved sabiam o que estava acontecendo no palácio do faraó, e as consequências disso para as crianças do nosso povo.

 

Yoheved teve uma ideia! Colocou Moshe em uma cestinha impermeável e o colocou no Rio Nilo para que os magos do Egito achassem que ele já havia morrido na água. Miriam, sua irmã, ficou perto para ver o que iria acontecer.

 

Os feiticeiros do Egito foram informados pelas fontes espirituais do lado impuro que aquele que vai nos tirar do Egito já está na água. Essa era a estratégia dos pais de Moshe, isso era o que eles queriam que acontecesse e conseguissem!

 

Nesse momento, o decreto de jogar todos os bebês no Rio Nilo foi anulado. O faraó chegou à conclusão de que essa criança estava morta, exceto se alguém tivesse tirado ela do Rio, e quem arriscaria a vida para fazer uma coisa daquelas?

 

O Midrash nos conta que a filha do faraó veio naquele dia mergulhar no Rio Nilo para se purificar das idolatrias do seu pai. Dizem nossos Sábios que ela veio se converter ao judaísmo, o Rio Nilo nesse caso foi o Mikve dela.

 

Quando uma pessoa faz uma coisa boa, esse mérito D’us dá a ela a oportunidade de fazer mais uma coisa boa para que ela ganhe mais méritos lá em cima e tenha um paraíso maior no futuro.

 

No mérito de ela ter vindo mergulhar no Rio Nilo para se tornar judia, ela encontrou a cestinha com Moshe que acaboua de ser colocada lá, uma verdadeira Divina Providência para os dois.

 

A princesa viu que Moshe estava chorando e pediu para suas ajudantes o amamentarem, mas ele não aceitou ser amamentado por elas. Miriam, a irmã de Moshê estava próxima a eles, e vendo isso ela disse para a filha do faraó que conhecia alguém que poderia amá-lo.

 

Sem contar para ela que Yoheved era a mãe biológica de Moshe, Miriam chega em casa com a própria princesa do Egito carregando Moshe são e salvo nas suas mãos.

Imaginem a emoção de Yoheved e Amaram de ver o seu filho querido voltando vivo para casa trazido pela própria princesa, a filha do Faraó que queria matá-lo.

 

A filha do faraó se chamava Bátya. Ela contratou a mãe de Moshe para amamentá-lo, e quando ele cresceu e desmamou, Yoheved o trouxe para a filha do faraó que o desenvolveu como um filho.

 

Batya era como se chamava a filha do faraó, a qual deu à criança o nome Moshe. A Torá nos explica que esse nome no hebraico clássico quer dizer que “ele foi tirado da água”. Moshe era um nenê superdotado e Yoheved já ofereceu seu marido Amram como professor particular para uma criança, e assim ele desmamou da mamãe e começou a estudar com o papai!

 

A Divina Providência por trás do nome de Moshê 

 

Rabi Haim Ibn Atar foi um grande Tzadik que nasceu em Marrocos e viveu em Yerushalaim (Jerusalém) há mais de três anos atrás.

 

Ele fez um estudo muito profundo sobre todas as escrituras judaicas, e escreveu uma explicação profunda chamada de Ora’h Haim.

 

Rabi Haim ibn Atar nos explicou que a filha do faraó não falava hebraico, e também com certeza não gostaria de publicar o fato de ela ter tirado a criança da água para não colocá-lo em risco em relação a seu pai.

 

E por isso, quando ela deu esse nome para ele, ela não tinha nenhuma intenção em dizer que ele foi tirado da água.

 

Mesmo assim, a Torá nos revela que o nome de Moshê está nos rebaixando o fato de ela tê-lo tirado da água e isso chamamos de Divina Providência.

 

Batya deu esse nome a ele pela Divina Providência. AShem (D’us) deu à ela a inspiração de dar esse nome na língua dela, porque esse nome na nossa língua e não na dela, tem esse significado, de ela tê-lo tirado da água.

 

Diz o Zohar que a Divina Providência nesse caso foi muito maior do que a própria Batya poderia imaginar.

 

O nome que ela deu para Moshe não está descendo somente que ela o tirou da água, mas também está nos revelando quem era Moshe em suas vidas anteriores

 

A palavra Moshe em hebraico é escrita por meio de três letras:

 

מ = mem

 

ש = canela

 

ה = ei

 

 

O hebraico clássico que é o idioma original dos dez pronunciamentos que por meio deles AShem (D’us) criou o mundo, é um idioma escrito da direita para a esquerda. Milhares de anos depois surgiram as escritas européias que escrevem ao contrário.

 

Batya, a filha do faraó, deu para Moshe um nome escrito em hieróglifos e não sabia que esse nome em hebraico clássico está trazendo que ela o tirou da água, e que quando o nome é lido de trás para frente, suas iniciais nos mostram as três reencarnações de Moshe.

 

 

A explicação do Zohar 

 

O Zohar nos explica que a letra “ei” que é a última letra no nome de Moshê nos mostra que Moshe em sua primeira reencarnação era Evel, o Abel da Torá, que foi morto por seu próprio irmão Caim.

A letra “shin” que é a letra do meio no nome de Moshê, nos mostra que em sua segunda reencarnação ele era Shet, o filho de Adam e Havá que nasceu 130 anos depois de Evel ter sido assassinado por Caim.

A letra “mem” que é a primeira letra no nome de Moshê vem nos mostrar que agora, em sua terceira reencarnação, ele é Moshe.

O fato de as duas reencarnações acima estarem incluídas no seu nome vem nos mostrar que ele não veio para o mundo somente para cumprir sua missão como Moshe, mas também para resolver questões relacionadas às reencarnações anteriores também.

Ainda sobre a Divina Providência, o nome Batya que era o nome egípcio da filha do faraó, em hebraico quer dizer “filha de D’us” descer o que nos conta a Guemará que ela não morreu, mas levantou viva para o Alto Paraíso no mundo superior, como a tradução da palavra “anjo” em aramaico é “filho de D’us

 

Aspectos Abel e Shet na Alma de Moshe 

 

Moshe cresceu na família real do Egito. Depois de ter contratado Yoheved, sua mãe, para amamentá-lo, a princesa contratou para ele os melhores professores de Torá, e com certeza, o melhor dos melhores que era o próprio Amram, pai de Moshe que era o líder daquela geração.

Sabemos isso porque quando Moshe cresceu e saiu do palácio do faraó para ver o que estava acontecendo com seu povo, ele viu um egípcio tentando assassinar um judeu a chicotadas.

O versículo usa a linguagem “e viu” duas vezes. Diz o Zohar que aqui se trata de um caso em que ele viu com seu Rua’h a kodesh, ele olhou e viu com sua visão espiritual.

Olhou para o egípcio que estava tentando assassinar aquele judeu e o “matou com seu olhar”. Por isso está escrito “e viu” pela segunda vez.

Moshe era a reencarnação de Abel, que foi assassinado por Caim e esse era o primeiro assassinato da história da humanidade.

Um dos motivos que Caim assassinou Abel foi porque quando Caim nasceu, com ele nasceu uma irmã gêmea, e com Abel nasceram duas.

Naquela segunda geração em um mundo recém-criado, eles se casariam com suas irmãs gêmeas, que naquele caso eram gêmeas tanto de corpo quanto de Alma.

Sendo assim, Caim teria somente uma esposa, enquanto que Abel, seu irmão, teria duas.

Caim assassinou seu irmão por acreditar que ele, como primogênito, teria que ter o dobro de tudo, inclusive o dobro de esposas.

Na opinião de Caim, o fato de Abel ter nascido com duas gêmeas foi um erro Divino que poderia ser consertado dessa forma, assassinando Abel e pegando somente uma das duas esposas de Abel para si próprio, fazendo o que seria na opinião dele politicamente correto!

Os dois se reencarnaram e chegou a hora da retificação daquelas Almas.

 

Moshe matou o egípcio que estava tentando assassinar um judeu por meio de um olhar ou por meio de um nome de AShem?

 

Moshe era a reencarnação de Abel e aquele egípcio que estava tentando assassinar um judeu para roubar a esposa dele era a reencarnação do nível Nefesh da Alma de Caim, o nível mais baixo que se reveste no corpo.

Ele se reencarnou para retificar o assassinato que fez na reencarnação anterior, e não só que não retificou esse assassinato, mas já estava prestes a repetir o que fez de errado, assassinando um judeu para roubar sua esposa.

A Parashá nos conta que antes de Moshe matar aquele egípcio ele olhou para cá e para lá.

Diz o Zohar que Moshe olhou com seu Rua’h a kodesh, ou seja, com sua visão espiritual, o que aquele egípcio tinha feito na reencarnação anterior.

 

E viu que, não só que ele não estava retificando o que fez antes, mas também que estava repetindo o erro que tinha feito na reencarnação anterior.

O Zohar nos conta que Moshe olhou para ele e ele morreu, fazendo assim a retificação daquela alma dentro da regra da Torá chamada de “medida por medida”.

Ou seja, se ele não se arrepende do que fez e não corrige o que tinha feito de errado, o que ele fez para o outro acontece para ele integralmente e sem nenhum desconto. E assim aquela alma fica retificada sem precisar fazer Teshuvá, sem precisar se arrepender do mal que fez.

Mas se ele tem remorso do que fez e corrige isso por meio de demonstrar que agora ele pensa de maneira correta em relação àquele mesmo assunto que antes ele pensava de maneira incorreta, ele transforma  a má ação que fez em Mitzvá.

Ou seja, aquela má ação se torna parte de uma Mitzvá que é a Mitzvá da Teshuvá.

E por isso, no lugar de ele receber um castigo pela má ação que fez, ele ganha um prêmio pela boa ação que fez, que nesse caso é a Mitzvá da Teshuvá, como vamos ver no caso de Ytró que era a reencarnação do nível Neshamá de Cain.

Diz o Midrash que Moshe falou um nome de AShem e a alma do egípcio saiu do corpo. Moshe não teria chegado a esse nível sem que tivesse estudado a Kabalá.

 

A tradução literal da palavra Kabalá é recebimento, ou seja, ela não é uma categoria da Torá que dá para estudar sozinho, mas é uma categoria da Torá repassada dentro do nosso povo de mestre para aluno de geração em geração.

E isso é mais uma prova de que Batya contratou Amram, pai de Moshe, para estudar com ele após ter contratado Yoheved sua mãe, para amamentá-lo.

Moshe em Midian

 

O caso de Moshe com o egípcio chegou até o palácio do faraó. Moshe foi condenado à morte e fugiu para Midian, um país que ficava próximo ao verdadeiro Monte Sinai, talvez na região onde hoje se encontra hoje a Arábia Saudita.

Chegando ao poço da cidade, local onde os pastores traziam os rebanhos para beber água, as filhas de Ytró chegaram com o rebanho de seu pai sendo hostilizadas pelos pastores de Midian.

Moshe as salvou dos pastores, e deu água para o rebanho delas. Quando elas voltaram para casa, Tzipora, filha de Ytró e futura esposa de Moshe, disse à seu pai que um egípcio as salvou dos pastores.

Ela sabia que ele era um judeu porque nosso povo era uma etnia muito diferente da etnia dos egípcios, então, por que ela o chamou de egípcio?

 

Diz o Zohar que aqui também aconteceu um caso de extrema Divina Providência.

Muitas vezes nossos Sábios usam uma linguagem chamada de: “profetizou, mas não sabia o que profetizou”. No caso de Tzipora, diz o Zohar que por trás da linguagem dela se encontra uma indicação para a Divina Providência, como aconteceu com Batya em relação ao nome de Moshe.

O que ela “disse sem saber o que disse” é que “um egípcio”, ou seja, o egípcio que Moshe matou e por isso teve que fugir para Midian, ele a salvou dos pastores.

Ou seja, aquele egípcio fez com que Moshe encontrasse sua Alma gêmea e ela o encontrasse também e não precisasse se casar com alguém que estivesse somente procurando uma “ovelha para cuidar”.

O Midrash nos conta que Ytró, que era o sacerdote de Midian, chegou a conclusão de que o judaísmo é a religião verdadeira. Ele deixou a idolatria e se aproximou do judaísmo.

Por isso ele foi boicotado e ameaçado de morte pelo seu povo, e por isso ele teve que mandar suas próprias filhas para levar o seu rebanho para pastar.

Diz o Zohar que Ytró era a reencarnação do lado bom de Caim e sua filha Tzipora era a reencarnação daquela gêmea de Abel, que por causa dela ele foi assassinado por Caim. Agora acontece uma verdadeira retificação de Almas.

Ytró que é a reencarnação de Caim, salva a vida Moshe, que na reencarnação anterior era Abel que foi assassinado por ele.

 

E não só isso, mas também devolve para ele sua Alma gêmea que roubou na reencarnação anterior, Tzipora que foi o pivô da briga entre Caim e Abel.

 

O ARBUSTO INCANDESCENTE

 

Moshe se tornou o pastor dos rebanhos de Ytró. Um dia um carneirinho fugiu do rebanho e Moshe correu atrás dele até o Monte Sinai.

Daqui vemos uma grande proximidade entre o verdadeiro Monte Sinai e Midiã, nos mostrando que o Monte Sinai de hoje não é nada mais do que um erro histórico, e com certeza não é o Monte Sinai da Torá.

Quando Moshe alcançou o carneirinho, no lugar de bater nele como faria qualquer pastor depois de uma corrida daquelas, ele pegou o carneirinho no colo porque o carneirinho estava cansado de tanto fugir.

Esse era o teste que Moshe precisava passar para se tornar oficialmente o pastor das ovelhas de AShem, para se tornar o líder do nosso povo.

Moshe era um grande cabalista. Ele viu um arbusto pegando fogo, mas o fogo estava alimentando o arbusto no lugar de destruí-lo.

Moshê sabia que isso só pode acontecer nesse mundo quando acontece nele a revelação Divina no nível da Sefirá chamada de “Keter” que está acima das Dez Sefirót.

Nela os opostos não só que não se neutralizam mas também se acrescentam.

Moshe se moveu do arbusto incandescente. AShem (D’us) se revelou para ele, e pediu para ele tirar os sapatos porque aquele lugar naquele momento era um lugar sagrado por causa da revelação Divina que estava acontecendo lá naquele instante.

Diz o Ari a Kadosh que o motivo de tirar os sapatos representa que tudo o que vai acontecer na continuação será de maneira sobrenatural.

AShem pediu para Moshe voltar para o Egito para tirar nosso povo de lá.

Moshe perguntou para AShem com qual nome ele vai se revelar no Egito, sendo que cada nome de AShem representa um nível de revelação Divina diferente.

D’us revela para Moshe um nome de quatro letras começando com a letra א Alef . Diz o Ari a Kadosh que esse nome representa a revelação Divina no “Keter”. Ou seja, a revelação Divina no Egito será sobrenatural, chegando até o nível do “Keter”.

As dez traduções no Egito tem uma ligação com as Dez Sefirót gradativamente e de baixo para cima até chegar à abertura do mar vermelho que está ligada à revelação Divina no nível “Keter”.

 

Como as divindades sobrenaturais se revelam no nosso mundo

 

Moshe foi para o Egito e repassou o pedido Divino para o faraó usando o nome de AShem de quatro letras começando pela letra “Yud”. O faraó respondeu que não conhece esse D’us e por isso não vai deixar o nosso povo sair do Egito.

Os exemplos antigos eram os maiores estudiosos de todos os assuntos religiosos, e quando Yossef se encontrou com o faraó, e usou o nome de AShem nível “Mal’hut” que é o nome Elokim” e representa a Revelação Divina na décima Sefirá na qual os povos do mundo também podem ter acesso, o faraó não falou que não conheceu esse D’us.

Mas um nível de revelação Divina sobrenatural representado pela Revelação Divina no nível das Sefirót que estão acima da Mal’hut, sendo representado pelo nome de AShem de quatro letras começando com a letra Yud, esse nível de Revelação Divina o faraó não conhecia

.

o aumento da escravidão? responde a Moshe que esse nível de revelação Divina não teve precedente na época dos nossos patriarcas e funciona da maneira que se revelou agora, começando com uma grande descida antes dos imensos milagres sobrenaturais se revelarem.

A Gueulá, a redenção do Egito, já havia começado, a Gueulá já havia descido para o mundo, e dessa forma ela começa a se revelar.

Quanto maior a intensidade do milagre que se aproxima, maiores são os sofrimentos que antecedem esses milagres.

Se vemos os sofrimentos aumentando, sabemos que o milagre sobrenatural ligado àquele assunto já aterrissou neste mundo, e depois de ele passar pela etapa de abertura da “embalagem”, chegamos à etapa de recebermos o presente que se encontra dentro dela que é uma imensa humildade Divina revelada.

AShem conta para Moshe sobre o nível de revelação Divina que teve nossos patriarcas e o nível de revelação Divina extremamente superior que vai acontecer agora….

Não perca o próximo capítulo…

Shabat Shalom
Rabino Gloiber
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A bondade Divina por trás das pragas

Nossa Parashá nos conta sobre as pragas que AShem mandou aos egípcios para nos tirar de lá.

 

Muitas vezes AShem diz para Moshe Rabeinu que vai endurecer o coração do faraó, o que nos dá a impressão de que o “coitadinho” do faraó não é mais o culpado de nos segurar no Egito sendo que AShem endureceu o coração dele, aparentemente tirando dele o livre arbítrio

 

Mas o contrário é o certo, AShem endureceu o coração do faraó para que ele pudesse optar em nos deixar sair da escravidão por própria opção, com seu próprio livre arbítrio!

 

Poderíamos perguntar : Como pode o fato de AShem ter endurecido o coração do faraó fazer com que ele chegue à um verdadeiro livre arbítrio, e para que esse livre arbítrio é tão importante?

 

A primeira pergunta é fácil de responder

 

A praga fez com que o faraó ficasse intimidado e ele poderia deixar o povo de Israel sair do Egito não por causa que AShem pediu, mas por estar amedrontado

 

Para que isso não aconteça, AShem dá para ele uma coragem anormal para equilibrar o medo que a praga causou, e assim ele vai poder dar a própria opinião, por livre arbítrio, sem ser intimidado pela pressão da praga

 

Mas o que importa para nós se o faraó vai fazer teshuvá, se arrepender de nos ter escravizado, e nos deixar sair do Egito por livre e espontânea vontade? Para nós o suficiente é que ele nos deixe sair

 

E ainda mais, o motivo que AShem dá para Moshe de endurecer o coração do faraó é para aumentar o número de pragas para termos o que contar para os nossos filhos no futuro

 

Aparentemente para nós isso não seria necessário, sendo que os milagres que sucederam a saída do Egito como o “poço de Miriam que nos acompanhou durante quarenta anos no deserto provendo água para milhões de pessoas durante todo esse tempo, a comida que caiu do céu e as nuvens que nos protegeram do clima e dos perigos do deserto foram milagres muito maiores do que o granizo que caiu no Egito ou os animais selvagens que o infestaram, e aparentemente já teríamos o que contar para os nossos filhos sem precisar das pragas do Egito

 

E se AShem fez isso para os egípcios verem a grandeza Divina, com certeza ele teria melhores meios de mostrar sua grandeza do que por meio de pragas.

 

A explicação do Rav Ovadia Sforno

 

Rabi Ovadia Sforno foi um grande Tzadik que nasceu e viveu na Itália há 500 anos atrás

 

Ele nos contou que tanto a última praga, quando morreram os primogênitos do Egito, quanto o milagre de o mar ter se fechado sobre os egípcios uma semana depois, foram o castigo que eles levaram pelo que nos fizeram.

 

Isso é a regra Divina chamada de “midá knegued midá”, medida contra medida, colocada na prática

 

Vemos isso também nas palavras de Ytró que quando ouviu sobre a saída do Egito e a abertura do mar vermelho disse que “de acordo com o que eles fizeram eles receberam”

 

Nenhum rei consegue fazer atrocidades se não tem um povo inteiro que o apóie, e o castigo deles por terem participado do projeto do faraó foi perder os filhos na praga dos primogênitos que recaiu sobre todos os egípcios, e os que persistiram no erro e correram atrás de nós depois que já tínhamos saído morreram afogados no mar vermelho

 

Mas as outras pragas, diz o Rav Ovadia Sforno, não foram o castigo deles mas sim fenômenos colossais que vieram como sinais de que se eles não fizessem teshuvá o castigo iria chegar

 

Esses “avisos” aconteceram porque AShem não deseja a morte de uma pessoa por pior que ela seja, mas sim que ela faça Teshuvá, se arrependa das suas maldades

 

E até no caso dos egípcios, AShem não fechou para eles em nenhum aspecto os caminhos da Teshuvá verdadeira, e se eles fossem espertos e voltassem para AShem por amor à sua bondade e temor à sua grandeza, o castigo decretado para eles não aconteceria

 

Essa é a Teshuvá que chega até o “Trono Divino”, voltar para AShem por amor à sua bondade e temor à sua grandeza, ela é a que nos salva e nos dá afinidade com AShem.

 

Mas mesmo se eles fizessem uma Teshuvá mais simples, como escravos em relação ao dono, não por amor à sua bondade e temor à sua grandeza mas somente por temor ao castigo que poderiam receber, até isso já seria bom

 

E por isso, diz o Rav Ovadia Sforno, sendo que AShem deseja a Teshuvá dos malfeitores e não a sua morte, Hashem aumentou o número de pragas endurecendo o coração do faraó para que os egípcios fizessem Teshuvá vendo a expressão da grandeza e bondade Divina por meio desses fenômenos colossais atemorizadores, como está escrito “para mostrar à você a minha força”

 

E junto com isso a intenção Divina era para nós também vermos o que aconteceu lá e despertarmos o nosso temor.

 

E esse é o motivo que AShem dá para Moshe de endurecer o coração do faraó para termos o que contar aos nossos filhos no futuro

 

Ou seja, para nós que vimos o que aconteceu com eles contarmos aos nossos filhos que tudo isso fará AShem com uma pessoa para trazê-lo de volta ao bom caminho, e quando vemos que alguma coisa desse gênero está acontecendo conosco, temos que ser espertos e rapidamente reavaliar nosso comportamento e fazer Teshuvá para não chegar até o final como aconteceu para eles

 

Em resumo, se Hashem não endurecesse o coração do faraó ele sem dúvida nos deixaria sair.

 

Não por motivo de ter feito Teshuvá, de ter se arrependido de, mesmo consciente da grandeza e bondade Divina, ter atuado contra a vontade Divina.

 

Mas por motivo de não conseguir mais suportar o sofrimento da praga, e isso claro, não seria considerado uma Teshuvá

 

Mas se o faraó quisesse se submeter à AShem e voltar para ele por meio da Teshuvá, nada o impediria.

 

Ou seja, o endurecimento do seu coração não tirou dele o livre arbítrio e ele poderia optar por fazer teshuvá a qualquer momento

 

Hashem endureceu o coração do faraó para ele se esforçar em aguentar as pragas e não deixar nosso povo sair de lá simplesmente por causa delas, porque por meio delas os egípcios iriam reconhecer a grandeza e bondade Divina e fazer alguma teshuvá verdadeira

 

Aviso antes das pragas

 

Moshe Rabeinu avisava o faraó antes da praga chegar, mas em três casos ele não avisou com antecedência

 

1- Quando Aharon transformou o pó da terra do Egito em piolhos

 

2- Quando Moshe jogou as cinzas na frente do faraó e elas se transformaram em uma epidemia bulhosa

 

3- Quando Moshe inclinou sua mão aos céus e trouxe a praga da escuridão

 

O motivo para isso é que as nove pragas que serviram como sinais (porque a décima foi castigo) são divididas em três grupos:

 

1- sangue, rãns e piolhos foram sinais que aconteceram por meio dos dois elementos minerais pesados, a terra e a água

 

2- feras, epidemia animal e epidemia geral foram sinais que aconteceram por meio dos animais

 

3- granizo, gafanhotos e escuridão foram sinais que aconteceram por meio do espaço aéreo

 

A cada duas pragas de cada categoria Moshe avisava com antecedência e a terceira acontecia sem aviso prévio

 

No começo da terceira categoria de pragas que foram os sinais que aconteceram no espaço aéreo do Egito, Moshe avisa o faraó que dessa vez AShem vai mandar todas as pragas ao “coração” do faraó, da sua corte e do seu povo.

 

Essa expressão nos indica que as pragas das duas primeiras categorias, quando terminaram o medo passou

 

Mas essas, dessa próxima categoria vão deixar eles traumatizados para o resto da vida.

 

Cada uma dessas próximas pragas vai ficar no coração, no sentimento de cada um, o medo de cada uma delas vai continuar também depois de elas passarem

 

Como vemos, até aqui AShem vai revelando para eles gradativamente seu poder dentro da natureza, cada vez com mais intensidade.

 

Mas em relação ao sobrenatural AShem só mostrou isso para eles no mar vermelho quando se revelam coisas como o Anjo de AShem , a coluna de nuvem e a coluna de fogo, que a realidade dessas coisas era totalmente sobrenatural

 

Rabi Ovadia Sforno nasceu em cesena, uma cidadezinha bem pequenininha no norte da Itália, e teve que se mudar de lá por causa dos anti-semitas.

 

Fora o fato de ter sido um grande erudito da Torá , também estudou medicina

 

Morou em Roma em uma época em que ao mesmo tempo que Portugal e Espanha passavam pelo pico da inquisição em Roma não só que o Papa tinha afeto pelos judeus mas até deixou editar lá o Talmud e deu aos judeus de Roma direitos de cidadania iguais aos não judeus.

 

No final ele teve que deixar Roma por motivos financeiros e depois de ter morado em várias cidades da Itália mudou-se para Bologna e de lá divulgou seus conhecimentos para

todo o mundo

 

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Mensagem da Parashá

O bem do mundo revelado e o bem do mundo oculto

 

 

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Na Parashá anterior AShem (D’us) dá à Moshe Rabeinu a missão de ir ao Egito avisar o povo de Israel que AShem vai tirá-los de lá, e também a missão de repassar ao faraó a ordem Divina de deixá-los sair.

 

Moshe e Aharon se encontram no Monte Sinai que fica entre Midian aonde estava Moshe naquele momento e o Egito onde estava Aharon.

 

Moshe e Aharon vão juntos ao Egito, reúnem todos os anciões, os líderes do nosso povo, e repassam à eles a mensagem Divina de que chegou a hora da redenção.

 

Os líderes do povo recebem essa mensagem com total aceitação, plena credibilidade e muita felicidade.

 

Moshe e Aharon vão ao faraó e dizem à ele:- “Assim disse AShem D’us de Israel (usando o nome de D’us de quatro letras conhecido como tetragrama), libere o meu povo para eles me fazerem uma festa no deserto”.

 

Ouvindo isso, o faraó respondeu determinadamente:-“Quem é AShem que eu tenho que ouví-lo e liberar o povo de Israel? Não sei quem é AShem e o povo de Israel não vou liberar”.

 

O faraó era o maior especialista em religiões do mundo e todo o nosso povo morava naquele país haviam 210 anos.

 

Ele sabia quem era o nosso D’us, mas esse nível de revelação Divina representado por esse nome de D’us ele não conhecia.

 

O que ele conhecia é o nome de Elokim que foi o nome de AShem que Yossef tinha usado quando se referiu à D’us. Mas esse nome de AShem de quatro letras o faraó não conhecia.

 

Ou seja, o nome de D’us que o faraó conhecia era o nome Elokim que representa D’us oculto na natureza.

 

Ou seja,você guarda o trigo dos anos bons para ter o que comer nos anos ruins. Esse nível de revelação Divina o faraó conhecia.

 

Mas o nome de AShem de quatro letras que representa exatamente o contrário, ou seja, a comida cai do céu e se você arar a terra você está se prejudicando porque ela cai no buraco, esse nível de revelação Divina de D’us ajuda a quem não se ajuda e se você tentar se ajudar você vai estar atrapalhando a ajuda Divina, esse nível de AShem ele não conhecia.

 

Nosso povo estava escravizado no Egito, o governo trazia para eles palha e eles faziam tijolos.

 

O faraó cancelou a participação do governo com a palha sem reduzir a cota de tijolos que nosso povo era obrigado a fazer, usando como argumento o fato de eles estarem com muito tempo livre e por isso estarem pensando em fazer uma festa no deserto.

 

A consequência disso foi que nosso povo teve que se espalhar pelo Egito à procura de palha e os responsáveis pelo povo foram açoitados por não estarem conseguindo entregar a cota de tijolos exigida pelo governo.

 

Moshe pergunta à AShem:- “Por que você fez a situação do povo piorar, e para que você me mandou para lá? Desde que eu vim ao faraó falar em seu nome ele piorou a situação do povo e você não os salvou”!

 

AShem responde à Moshe :
-” Agora você vai ver o que eu vou fazer para o faraó…”

 

A Guemará explica que AShem está dizendo para Moshe que agora ele iria ver o que AShem iria fazer para o faraó, mas que futuramente ele não iria ver o que AShem iria fazer para os 31 reis da terra de Canaã

 

Ou seja, Moshe recebeu um castigo pela observação que fez, mas não uma resposta para a sua pergunta.

 

AShem não disse para Moshe que aparentemente perdemos uma batalha mas não perdemos a guerra

 

Simplesmente AShem quis dizer para Moshe que ele não é como Avraham ao qual AShem prometeu que iria dar tanto à ele quanto à sua descendência a terra onde ele estava, mas para enterrar a própria esposa teve que comprar um túmulo por uma exorbitância, e mesmo assim não reclamou.

 

Ou como Itzhak, que AShem disse para ele morar naquela terra, e quando seus servos precisaram de água tiveram que brigar com os pastores filisteus de Grar e mesmo assim Itzhak não reclamou.

 

Ou como Yaakov que AShem disse à ele:- “A terra onde você está deitado para você eu vou dar”, mas quando ele precisou de um lugar para montar sua tenda ele precisou comprá-lo por uma exorbitância, e não reclamou!

 

AShem responde para Moshe que por ele ter reclamado ele vai ver os milagres que AShem vai fazer a ponto de o faraó expulsar nosso povo do Egito antes mesmo de conseguirmos preparar comida para levar, mas ele não vai ver os milagres que AShem vai fazer para nos colocar dentro da “Terra Santa”.

 

Em outras palavras, Moshe fez uma pergunta e o que AShem respondeu à ele ainda não foi a resposta para a sua pergunta.

 

Nossa Parashá começa com a continuação da conversa entre AShem e Moshe, e agora AShem dá à Moshe Rabeinu a resposta à sua pergunta.

 

AShem diz para Moshe que se revelou para Avraham, Itzhak e Yaakov com o nome de E-l Sha-dai, mas esse nome pelo qual ele está se revelando para Moshe não revelou para eles.

 

Ou seja, ele não se revelou para eles nesse nível elevadíssimo que ele está se revelando para Moshe.

 

No nível de revelação Divina representado pelo nome de E-l Sha-dai, AShem pôde prometer que vai dar à eles a Terra Santa, mas esse nível de revelação ainda não era o suficiente para eles receberem esse lugar na prática.

 

Na continuação AShem diz para Moshe :-“Agora diga ao povo de Israel que eu sou AShem (representado pelo nome de quatro letras indicando uma revelação Divina elevadíssima) e tirei vocês debaixo do sofrimento do Egito, e salvei vocês do trabalho deles, e redimi vocês com grandes milagres”.

 

No lugar de dizer “e vou tirar”, a linguagem do versículo é “e tirei”, nos indicando que a parte principal já aconteceu, o que nos leva à profundidade desse assunto.

 

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O bem do mundo revelado e o bem do mundo oculto

 

Entre o mundo de Atzilut, o mundo espiritual mais elevado, e o mundo de Briá que está abaixo dele, existe uma grande ocultação à qual chamamos de “Tzimtzum”.

 

O mundo de Atzilut em relação ao mundo de Briá é o “mundo oculto”.

 

Uma bondade Divina que chega para nós do mundo revelado, ou seja, do mundo de Briá, desce para nós de forma revelada.

 

Um bem revelado, visível e palpável, como AShem (D’us) explica para Moshe na nossa Parashá, que para os nossos patriarcas ele se revelou com o nome de E-l Sha-dai ( Kel Shakai) que é a revelação Divina no nível de mundo da Briá.

 

Nesse nível AShem prometeu que iria dar à eles e à sua descendência a terra onde eles estavam, a terra de Canaã, a futura terra de Israel.

 

Nesse nível eles puderam receber a promessa Divina de que essa terra seria deles, mas ainda não tinham como recebê-la na prática sendo que para recebê-la na prática eles precisaríam de milagres sobrenaturais que tem como fonte o mundo de Atzilut, o mundo oculto.

 

Uma bondade Divina que chega para nós do mundo oculto, ou seja, do mundo de Atzilut que está oculto do mundo de Briá por meio do primeiro Tzimtzum, é uma bondade Divina infinitamente maior, mas ela não tem como descer para esse mundo de forma revelada.

 

Ela só consegue descer para esse mundo em uma embalagem de sofrimento.

 

Quando esse sofrimento chega, é sinal de que essa bondade oculta que é infinitamente maior do que a bondade revelada já está lá, mas ainda de forma oculta.

 

E quando a embalagem é aberta, ou seja, quando passa o sofrimento, essa bondade Divina se revela com toda a sua intensidade, e isso foi o que aconteceu no Egito.

 

Quando a bondade Divina do mundo oculto desceu para esse mundo, a primeira manifestação dela foi o aumento dos sofrimentos, e isso era o sinal de que a redenção do Egito já desceu para o nosso mundo e já começou a acontecer.

 

Moshe Rabeinu perguntou para AShem por que ele fez o mal ao povo e não os salvou.

 

AShem responde para Moshe na nossa Parashá que aqui ele está se revelando com o nome representado pelo tetragrama, uma revelação infinitamente maior do que a revelação que tiveram nossos patriarcas.

 

E por ser uma revelação infinitamente maior ela começou em forma de sofrimentos.

 

E por isso AShem diz para Moshe:-“Agora diga ao povo de Israel que eu sou AShem… (representado pelo nome de quatro letras que indica uma revelação Divina elevadíssima) e tirei vocês debaixo do sofrimento do Egito, e salvei vocês do trabalho deles, e redimi vocês com grandes milagres”.

 

Essas coisas ainda não tinham acontecido nessa hora mas já tinham descido para o mundo, e por isso AShem pede para Moshe repassar para nós esse versículo em uma linguagem de tempo presente e não de tempo futuro.

 

Ou seja, naquele instante toda essa bondade Divina já tinha descido para esse mundo, e a prova disso é que os sofrimentos começaram.

 

A continuação dela são os milagres sobrenaturais infinitamente maiores do que os milagres que aconteceram aos nossos patriarcas

 

Isso também acontece com cada um de nós.

 

Muitas vezes recebemos lá de cima verdadeiros milagres que por serem do mundo oculto são muito maiores do que os milagres do mundo revelado, mas só conseguem descer para esse mundo em uma embalagem de sofrimentos.

 

Depois que passa a embalagem, o milagre se revela em toda a sua intensidade.

 

Por incrível que pareça, muitas vezes continuamos pensando na embalagem de sofrimentos que já se desfez e não temos tempo para ficarmos felizes com o grande milagre que surgiu como consequência dela.

 

Fazemos da embalagem de sofrimentos o principal e do seu conteúdo de milagres o secundário, uma verdadeira “prisão de ventre” espiritual.

 

Então vamos ser espertos e depois de “descascarmos o abacaxi” vamos esquecer imediatamente das cascas que se passaram e nos focarmos na fruta que estava dentro dela!

 

Torá na prática:

 

Agradecendo à D’us por uma coisa ruim

 

Temos que fazer uma bênção agradecendo à D’us por uma coisa ruim que acontece para nós com o mesmo entusiasmo que agradecemos à D’us por uma coisa boa, como diz o Rambam: “Somos obrigados a agradecer por uma coisa ruim que nos acontece com a mesma alegria que agradecemos por uma coisa boa, como está escrito e você vai amar AShem seu D’us com tudo o que ele te der”

 

Assim fazemos passar bem rápido o lado ruim da coisa boa e já começamos a usufruir dessa grande alegria mesmo antes de vê-la, simplesmente pelo fato de ela já estar aqui 🌻

 

 

Rabino Gloiber
Sempre correndo
Mas sempre rezando por você
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